A vida, o universo e tudo mais – o legado de Douglas Adams

Descobri a importância de uma toalha e porque a @MihNavarro vive tropeçando e caindo por ai, após ler o clássico nerd O guia do mochileiro das galáxias. A trilogia de cinco livros (que eu ainda estou lendo), criada por esse inglês dono de um humor sem-noção e de uma imaginação sem limites, vem conquistando jovens e adultos há mais de 30 anos.

Pegue uma carona comigo e vamos viajar na obra de Douglas Adams!

A coleção de livros origina-se da série de rádio que começou a veicular em 1978, na BBC. A obra foi modificada e ampliada, sendo publicada em cinco romances: O guia do mochileiro das galáxias, O restaurante no fim do universo, A vida, o universo e tudo mais, Até mais e obrigado pelos peixes e Praticamente Inofensiva, sendo o último volume tendo sido lançado em 1992.

Vamos ao que interessa, a história!

Para que você entenda toda a genialidade da obra, pedi para que Andreia D’Oliveira fizesse uma participação especial por aqui, emprestando a sua voz ( que poderia substituir Cid Moreira na leitura da Bíblia,rs) para dar mais vida a alguns trechos do Guia. Então, pegue um fone de ouvido e aproveite!

O inglês Arthur Dent acorda na manhã de uma quinta-feira e segue sua rotina normalmente, até perceber tratores na frente de sua casa. Os tratores demoliriam a casa para a construção de um desvio, para melhorar o tráfego de carros na região onde mora. Desesperado, sai de casa de roupão e pantufas para tentar a demolição eminente.

No meio dessa confusão, o excêntrico amigo de Arthur, Ford Prefect, um redator do livro mais vendido da galáxia O guia do Mochileiro das Galáxias, percebe a aproximação de naves e mais um perigo eminente: a Terra será demolida para a construção de uma via hiperespacial.

A importância da Toalha

Ouça “Considerações sobre a tolha”.

A toalha é tão importante que tem um dia só dela. Apesar de muitos dizerem que 25 de maio é dia do orgulho nerd (o que é uma tremenda babaquice, já que se você tem orgulho de ser nerd, você não é nerd), 25 de maio é dia da toalha, então anote no seu calendário e saia com sua toalha por ai.

Ah, não esqueça de levá-la a campus party!

Voltando a história…

Enquanto isso, no outro lado da galáxia, Zaphod Beeblebrox roubava a nave Coração de Ouro, para se divertir e desviar atenção do poder, já que como presidente da galáxia, essa era sua função. A nave Coração de Ouro é uma belezinha tecnológica movida a gerador de improbabilidade infinita, isto é, quanto mais improvável, é claro que isso vai acontecer se a nave estiver por perto. Como é uma inovação tecnológica, a Coração de Ouro tem alguns recursos e apetrechos bem interessantes, cedidos pela Companhia Sibernética de Sírius, como portas que se sentem extremamente felizes ao abrir e fechar para os passageiros, um computador temperamental e uma máquina que não sabe fazer chá.

Além de todas essas coisas irritantes, criou algo assustadoramente depressivo e hilário, um robô com personalidade humana genuína, o Marvin. Com o QI 30 bilhões mais alto que um ser humano (chupa Sheldon Cooper), a depressão de Marvin é gigantesca, já que tem de realizar tarefas simples e ainda interagir com “bossais” como Arthur e Zaphod.

"Gozado, justamente quando você pensa que a vida não pode ser pior, de repente ela piora ainda mais." - Marvin

 

 

A resposta a questão fundamental

Por quê tudo isso? O que rege o universo? Qual a resposta para a vida o universo e tudo mais? Por que nós nos perguntamos sobre tudo isso?

Pois é. Seres pandimensionais cansaram de discutir isso em bares e resolveram construir um computador para responder a questão fundamental.

O grande pensador, como esse computador era chamado, ao ser perguntado sobre a vida, o universo e tudo mais, o computador pediu um tempo para pensar: 7,5 milhões de anos.

E assim, a Terra foi criada. E os vogons acabaram com ela!

 

O filme

Lançado em 2005, o roteiro foi escrito pelo próprio Douglas e dirigido por Garth Jennings, com a queridinha do público nerd Zooey Deschanel como Trillian (sem graça,seu melhor filme é 500 dias com ela), Martin Freeman como Arthur Dent (ele realmente ficou perfeito nesse papel), Mos Def como Ford Prefect, Sam Rockwell como Zaphod Beeblebrox e Alan Rickman (que até pouco tempo eu conhecia Severo Snape) emprestou sua voz para o depressivo Marvin.

Zaphod Beeblerox com cara de rockstar, Trillian que não convenceu, Marvin altamente depressivo e um Ford pra lá de vergonha alheia

 

Infelizmente, o filme não é tão bom quanto o livro ou a série da BBC, já que algumas coisas ( como um vilão) foram adicionadas ao filme, e claro, todas as dificuldades em demonstrar as consequências do uso do gerador de improbabilidade infinita ou magarathea, por exemplo.

Um destaque para a versão brazuca é a dublagem do Marvin feita pelo Eduardo Borgerth e da narração feita pelo José Wilker (apesar de tudo, ficou boa). A direção da dublagem foi feita pelo Mario Monjardim.


Sobre Taís Guimarães

De tecnologia a cultura pop,passando por literatura clássica e fotografia, adora de tudo. Passa noites jogando Portal no notebook, torcendo para que as métricas dos seus blogs não abaixem repentinamente. Não se lembra a última vez que se deslogou do Facebook e adora cheetos de requeijão!